Diversidade acadêmica

Formando a força de trabalho do setor de saúde do século XXI

Uma força de trabalho diversificada, e a perspectiva singular que estes trabalhadores oferecem, contribui para melhorar a comunicação, o acesso ao atendimento médico, a satisfação dos pacientes, para diminuir as disparidades de saúde e para resolver problemas complexos.1 Formar uma força de trabalho que reflita a nossa sociedade como um todo e que ofereça serviços médicos personalizados e culturalmente adequados aumentará a qualidade destes serviços de forma geral e ajudará a promover a inovação. É por isso que a United Health Foundation se dedica a formar a força de trabalho do século XXI para o setor de saúde por meio da Iniciativa de Diversidade Acadêmica.

A Iniciativa de Diversidade Acadêmica trabalha para criar uma força de trabalho de saúde mais relevante, especialmente em comunidades carentes, aumentando o número de profissionais que prestam cuidados primários de saúde para atender a necessidades futuras destas comunidades.

Os estudantes que participam da Iniciativa de Diversidade Acadêmica são motivados, trabalham com afinco e desejam contribuir para a melhoria de suas comunidades. Muitos alunos pretendem trabalhar em comunidades carentes e centros de saúde comunitários, enfrentando os desafios de saúde da população e a escassez de cuidados de saúde que produzem um grande impacto nas comunidades de grupos minoritários e de baixa renda. Um destes problemas graves é a escassez, a nível nacional, de médicos de cuidados primários. De acordo com o America's Health Rankings (EUA), apenas cerca de 127 médicos de cuidados primários estão disponíveis para cada 100.000 pessoas em todo o país, e nove Estados têm menos de 100 médicos de cuidados primários por 100.000 residentes.2

Desde o lançamento da Iniciativa de Diversidade Acadêmica em 2007, a United Health Foundation distribuiu mais de 16 milhões de dólares através de cerca de 2.069 bolsas de estudo. No entanto, investir para formar a força de trabalho de saúde do século XXI do país não se limita apenas ao apoio financeiro durante vários anos. A Iniciativa de Diversidade Acadêmica também oferece programas de mentores e estágio, além de assistência com a monitoração dos índices de graduação e resultados profissionais. Os alunos precisam demonstrar que necessitam de ajuda financeira, que estão empenhados em perseguir uma carreira como profissionais de saúde de cuidados primários e precisam assumir o compromisso de que trabalharão em comunidades carentes.

Investir na força de trabalho do futuro para o setor de saúde ajuda a garantir que sistema de saúde do nosso país seja o mais eficaz e inovador do mundo. Todos os alunos que participam desta iniciativa têm histórias que demonstram seu empenho em contribuir para o aperfeiçoamento da força de trabalho para o futuro do setor de saúde do nosso país no século XXI.

(Abril de 2016)

 

1 O futuro da enfermagem: Liderando as mudanças que irão melhorar o sistema de saúde (EUA)

2 PDF Relatório anual de classificação do setor de saúde dos EUA de 2015 no formato PDF (EUA)

Conheça os alunos participantes da Iniciativa de Diversidade Acadêmica

PDF Bolsistas (EUA)

Alunos em destaque:

Todos os alunos que participam desta iniciativa têm histórias que demonstram seu empenho em contribuir para o aperfeiçoamento da força de trabalho para o futuro.

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Perfil da Iniciativa de Diversidade Acadêmica – Adrial Lobelo

O curso de mestrado em enfermagem e as atividades de apoio e orientação a outros estudantes de enfermagem mantêm este bolsista muito ocupado.

Determinação. Persistência. Esperança. Estas qualidades têm sido transmitidas através de gerações na família de Adrial A. Lobelo. Solita, a avó do Adrial, emigrou para Nova York da América do Sul na década 60. "Naquele tempo as mulheres divorciadas com filhos não tinha muitas oportunidades de emprego. A expressão 'mãe trabalhadora' não existia" disse Adrial.

Seguindo o exemplo de determinação da sua avó, Adrial se aplicou aos estudos acadêmicos e das artes. Um aluno exemplar, Adrial completou o segundo grau em três anos e foi aceito por uma universidade de renome nacional. Quando o preço das mensalidades se tornou um fardo para a sua família, Adrial não se deteve. Ele começou a trabalhar e a fazer cursos durante o tempo que lhe restava.  Mais tarde, Adrial foi admitido pela Cornell University, onde se graduou com bacharel em relações industriais e trabalhistas.

Depois de formado, ele ensinou inglês como uma segunda língua (ESL) para adultos. Rapidamente ele descobriu o quanto gostava de ensinar, mas devido a um corte nas verbas federais para os programas de alfabetização, suas horas de trabalho foram reduzidas drasticamente.

"Naquele momento, fique sem saber o que fazer" disse Adrial. Através de conversas que teve com um colega, Adrial tomou conhecimento sobre os muitos paralelos que podem ser traçados entre as carreiras do professor e do enfermeiro, além disso percebeu que uma educação em enfermagem lhe ofereceria a habilidade de trabalhar para pessoas que enfrentam dificuldades para navegar o complexo sistema de saúde, como a sua avó. 

Adrial se matriculou e se formou em um programa acelerado de bacharelado em enfermagem na SUNY Health Science/Downstate Medical Center, no Brooklyn. Como enfermeiro recém licenciado, ele prestou assistência e cuidados médicos a diversos pacientes latino em Nova York. "Quando os pacientes têm um prestador de cuidados de saúde que compartilha a sua cultura, a qualidade dessa relação pode ser melhor," disse Adrial.

Adrial continuou seus estudos, concluiu um mestrado no Hunter College, na Universidade da cidade de Nova York e completou um doutorado em práticas de enfermagem na Wilkes University. Ao longo do caminho, Adrial envolveu-se ativamente com diversas organizações, incluindo a Associação Nacional Hispânica de Enfermagem (NAHN em inglês).  O seu envolvimento com a NAHN lhe ofereceu oportunidades de fazer palestras em conferências, de trabalhar como um consultor para uma rede de conselheiros, e oferecer orientação e apoio a estudantes de enfermagem de programas de graduação e pós-graduação.

Atualmente, Adrial está concluindo seu doutorado na University of Massachusetts Amherst. Seus principais interesses clínicos e de pesquisa são nas áreas de estresse psicológico e resiliência entre populações de grupos minoritários e imigrantes, trauma psicológico para comunidades carentes, ensino de enfermagem e problemas de saúde da força de trabalho.

Adrial é muito agradecido pelo apoio que recebeu através da Iniciativa de Diversidade Acadêmica da United Health Foundation. "O envolvimento em esforços para aumentar a representação de estudantes de minorias raciais e étnicas em todo espectro do sistema de saúde é revigorante," disse ele.

Adrial recebeu bolsa durante os anos de 2013, 2014 e 2015 através de uma parceria entre a United Health Foundation e a Associação Nacional Hispânica de Enfermagem.

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Perfil da Iniciativa de Diversidade Acadêmica – Alexa Mieses

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O trabalho que faz como mentora para formar a força de trabalho do futuro do setor de saúde e para ajudar estes profissionais a estudarem na escola médica de seus sonhos é apenas uma das formas através da qual a Alexa está retribuindo pela ajuda que recebeu.

Nascida em Nova York, Alexa Mieses diz que ter crescido no bairro de Astória, no Queens, foi muito importante para formar a pessoa que ela é hoje. "Crescer em um lugar com tanta diversidade como o bairro de Astoria e o fato de eu ser o fruto de duas raças diferentes realmente influenciou a maneira com que me relaciono com outras pessoas," disse ela.

Desde pequena, Alexa sonhava em ser uma médica. "Minha mãe tinha diabetes, e me lembro de ir ao médico com ela e de testemunhar o tipo de relacionamento que ela tinha com seu médico," recordava Alexa. "Minha mãe nem sempre seguia a dieta perfeitamente ou não tomava a medicação corretamente, mas me lembro que o médico dela nunca a repreendia. Em vez disso, ela sempre dizia à minha mãe como poderiam fazer as coisas de uma forma melhor da próxima vez."

Essa experiência inspirou o jovem Alexa. "Eu pensei, 'Uau, se eu pudesse ter uma influência assim na vida de alguém, é isso o que eu quero fazer,'" disse ela.

Depois de ter se graduado pela Bronx High School of Science, Alexa ingressou na The City University of New York: City College, graduando-se em 2011 com uma licenciatura em biologia. Depois de ter recebido uma bolsa de pesquisa de tempo integral no National Institutes of Health, ela iniciou o curso de medicina na Icahn School of Medicine de Mount Sinai em 2012. Um mês antes de iniciar o segundo ano de faculdade de medicina, Alexa encontrou tempo para unir suas duas paixões: escrever e medicina e criou um guia para admissões de medicina chamado O Batimento Cardíaco do Sucesso. "Uma organização chamada Mentoring in Medicine (Mentores em Medicina) estava promovendo um desafio de 30 dias 'escreva o seu próprio livro', e eu decidi tentar," disse Alexa. "Eu escrevi o livro em 30 dias, o editei durante cerca de um mês e o publiquei em Outubro de 2013."

Alexa acredita que não teria atingido suas conquistas sem o apoio de mentores, que por fim tornou-se uma de suas paixões. "Precisamos de mais pessoas representando grupos minoritários carentes em medicina, e uma forma de conseguir isso é prepará-los com a ajuda de mentores para tirar vantagem das oportunidades que possam surgir," disse ela. Este forte compromisso conduziu Alex a uma carreira como médica de família, onde ela teria a oportunidade de ir além do papel de médica e poderia envolver-se em serviços comunitários, educação e de trabalhar como mentora. "Quando eu descobri a medicina de família, imediatamente eu soube que era exatamente o que eu sempre havia sonhado."

Alexa se sente especialmente realizada por poder servir os membros da comunidade latina. "A comunidade latina é muito subrepresentada na medicina", disse ela. "Em termos de cuidados médicos, quanto melhor melhor é o relacionamento entre os profissionais médicos e os pacientes, melhores são os resultados. Se tivermos mais profissionais médicos latinos, podemos oferecer um atendimento com mais compaixão e culturalmente adequado aos nossos pacientes latino."

Alexa diz que o apoio que ela recebeu através da Iniciativa de Diversidade Acadêmica da United Health Foundation tem sido inestimável para ajudá-la a atingir seus objetivos. "O apoio financeiro é incrível e é especialmente significativo para alguém como eu interessada em trabalhar com cuidados primários", disse ela. "Além disso, tive a oportunidade de conhecer muita gente e trocar ideias com colegas que têm interesses semelhantes. Além disso, trabalhar como tutora me permitiu conhecer líderes intelectuais latinos envolvidos com política e com o processo legislativo."

Foi este tipo de apoio que a ajudou a chegar onde ela está hoje. "Com certeza eu não teria chegado onde estou sozinha" disse ela "Eu tive muita sorte de ter mentores maravilhosos ao longo do caminho, e terei muito prazer em ajudar a trazer maior diversidade no mundo dos cuidados de saúde."

Alexa recebeu uma bolsa de estudos em 2015 através de uma parceria entre a United Health Foundation e a National Hispanic Health Foundation.

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Perfil da Iniciativa de Diversidade Acadêmica – Beverly Apodaca

Estudante da Universidade do Novo México matriculada em um programa de mestrado em terapia ocupacional, graças em parte a bolsa do programa de Diversidade Acadêmica da United Health Foundation.

Beverly Apodaca tem boas recordações da sua infância na zona rural do estado de Novo México onde vivia com sua mãe e avós. Como filha única de uma mãe solteira, Beverly gostava de brincar de veterinária com os animais da fazenda da sua família, que incluíam cães, cavalos, cabras, galinhas e gatos.

Na escola, a aula favorita de Beverly era educação para a saúde e sua atividade favorita era o programa Best Buddies, um programa que conecta bons alunos com estudantes com deficiência física e mental para amizade e socialização. "Eu realmente adorava o programa, ele me fazia querer lutar por pessoas com deficiência", disse ela.

Quando Beverly começou a faculdade na Universidade do Novo México (UNM), ela sabia que ela queria seguir uma carreira na área da saúde, mas não tinha certeza sobre qual caminho devia seguir. Ela fez um teste de aptidão que sugeriu três opções: florista, comissária de bordo e terapeuta ocupacional. "Eu amo flores e voar, mas decidi explorar a terapia ocupacional, apesar de que, naquela altura, eu não sabia muito a respeito da carreira. Quando tomei conhecimento de que esta profissão ajuda as pessoas a aprender como viver de forma independente, isso despertou a minha paixão."

Na universidade, Beverly se mantinha muito ocupada com suas aulas e uma ampla gama de atividades e cargos de liderança. Através do programa Open Airways da American Lung Association, Beverly ensinava às crianças do primário como cuidar da sua asma, uma doença que também a aflige. Ela ocupou posições de liderança na New Mexico Asthma Coalition na Associação de Estudantes de Terapia Ocupacional da Universidade do Novo México (UNM), foi instrutora voluntária de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) com o Projeto Heart Start e trabalhou como motorista voluntária para o programa Designated Drivers on Demand.

Beverly, atualmente está fazendo o seu mestrado em terapia ocupacional na UNM. A sua meta é trabalhar com pacientes geriátricos, ajudando-os a viver de forma saudável. "A razão pela qual eu queria trabalhar como geriatria, é porque meu avô ajudou a me criar e eu sempre senti que tinha uma boa conexão com os idosos," disse ela. "Gosto muito de ouvir as pessoas mais velhas, e eu quero ajudá-los a desfrutar da qualidade de vida que merecem."

Beverly disse que o seu programa de estudo coloca uma forte ênfase na importância de compreender as diferenças culturais. "No Novo México, temos uma das comunidades culturais mais diversificadas e originais dos Estados Unidos," disse ela. "Minha mãe e meu avô falam espanhol fluentemente e eu estou me aperfeiçoando neste idioma. Além disso, ser uma pessoa do campo me ajudou a me conectar com os nossos residentes rurais, pois partilhamos os mesmos valores e damos importância às mesmas coisas."

Beverly recebeu uma bolsa de estudos em 2014 através de uma parceria entre a United Health Foundation e o Congressional Hispanic Caucus Institute. Ela diz que a Iniciativa de Diversidade Acadêmica da United Health Foundation a ajudou de várias formas. "Permitiu-me manter um estilo de vida equilibrado na faculdade," disse ela. "Ser saudável, me permite fazer um trabalho melhor para ajudar os outros a serem saudáveis também."

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Perfil da Iniciativa de Diversidade Acadêmica – David Koffa

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Este imigrante da Libéria foi parte de uma equipe de pesquisa de câncer. Agora ele usa sua experiência para melhorar os cuidados de saúde ao redor do mundo.

Numa época em que as crianças dos EUA normalmente estão começando seus estudos, David Koffa estava iniciando uma nova vida, fugindo da guerra civil na Libéria. "Eu tinha apenas seis anos, portanto eu não entendia a magnitude do que estava acontecendo," disse ele. "Mas quando chegamos aos EUA, me lembro que foi como uma mudança do dia para a noite."

David justifica a sua paixão pela área de saúde aos seus primeiros anos na Libéria. "Viver na Libéria me ensinou muito sobre as disparidades sociais e econômicas, e também em termos de cuidados de saúde," disse ele. "Meu pai perdeu sua mãe quando era muito jovem, devido a práticas médicas inadequadas durante o parto. Muitos liberianos morreram devido a condições que poderiam ter sido facilmente tratadas com serviços médicos adequados."

Após um breve período na Filadélfia, a família de David se mudou para Minneapolis. "Embora fosse uma região muito fria, a qualidade de vida era excelente e as pessoas que conheci eram muito gentis", recorda-se David. Ele teve muito sucesso nos seus estudos de segundo grau, participou de várias atividades, incluindo futebol, basquetebol, atletismo, fez parte do conselho estudantil e da National Honor Society.

Apesar das muitas atividades, David ainda encontrou tempo para trabalhar mais de 400 horas como voluntário em hospitais da região. "Na minha cultura, sabemos que muitas pessoas nos ajudaram, portanto temo um senso muito forte de retribuição," disse ele. "Eu gostava muito de trabalhar no hospital algumas vezes por semana, de acompanhar a melhora dos pacientes e de observar o impacto que o apoio das famílias tinha na recuperação das pessoas.   É algo impressionante."

David disse que o seu plano era se tornar um médico, um sonho ao qual ele se dedicou com a ajuda de um programa de mentores da escola. "Eu tive a oportunidade de observar o trabalho de um médico de pronto-socorro do Hennepin County Medical Center; algo extremamente interessante," disse ele. "Meu mentor falava sobre a escola onde ele havia estudado, Dartmouth, portanto eu me informei sobre esta Universidade e me candidatei ao seu programa de medicina."

David foi aceito em Dartmouth e recebeu uma bolsa de 4 anos da Jackie Robinson Foundation (JRF), patrocinada pela United Health Foundation. "Aquela bolsa foi muito mais do que uma ajuda financeira", disse ele. "Ajudou-me a aprender a como obter sucesso na Universidade e a me preparar para uma carreira. A Universidade promovia uma conferência anual onde tínhamos a oportunidade de conhecer pessoas muito influentes que nos ajudavam com o nosso engrandecimento. Foi uma grande bênção."

Como um bolsista da JRF, David pôde participar de uma pesquisa sobre câncer da Universidade de Minnesota. Além do programa de pesquisa, David participou de um programa de pesquisa voluntária com três meses de duração para o desenvolvimento de jovens da África do Sul com o apoio da Rachel Robinson International Fellowship da JRF. Após graduar-se de Dartmouth na primavera de 2015, David trabalhou como estagiário no escritório da senadora Amy Klobuchar em Washington, D.C. 

Depois de sua experiência como pesquisador, David começou a sentir uma profunda necessidade. A sua paixão por negócios e a vontade de ajudar tantas pessoas quanto possível tinham, de alguma forma, que se unir. Foi nesta altura que David começou a pesquisar e descobriu a Optum. "Quando descobri a Optum, percebi o alcance, a amplitude e o impacto que esta empresa tem na vida das pessoas, em hospitais e até em países inteiros!" Imediatamente ele soube que queria fazer parte desta empresa.

Atualmente David trabalha como consultor para a área de saúde no Programa de Aceleração de Liderança da Optum. Seus planos de se tornar um médico mudaram à medida que ele adquiriu mais experiência na indústria de serviços médicos. "Percebi que a minha paixão envolvia ajudar as pessoas e que eu poderia ter um impacto maior ajudando a melhorar o sistema de saúde de forma geral", disse ele. "Fiquei impressionado pelo alcance e amplitude do trabalho da Optum e quero fazer parte deste esforço."

David diz que está surpreso em como sua vida evoluiu e grato por todo o apoio que recebeu. "Nunca nos meus sonhos, eu pensei que teria este tipo de oportunidade," disse ele. "Agora vou fazer o possível para retribuir para a sociedade."

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Perfil da Iniciativa de Diversidade Acadêmica – D'Ayn DeGroat

Apresentamos-lhes esta bolsista da Iniciativa de Diversidade Acadêmica empenhada em horar a memória de sua irmã servindo às pessoas através da enfermagem.

D'Ayn DeGroat de Farmington, Novo México, é grata pela sua carreira como enfermeira. "Eu adoro isso," disse ela. "Significa muito para mim, e nem acredito que posso fazer isso diariamente."

D'Ayn cresceu em Crownpoint, Novo México, uma comunidade rural de Navajo, com três irmãos mais velhos e uma irmã mais nova. Os pais, disse ela, foram uma grande influência na sua vida. Seu pai desenhou a bandeira da nação Navajo, e D'Ayn tem muitas memórias positivas do seu envolvimento ativo com a comunidade Navajo. A mãe dela também foi um modelo importante. "Ela era a pessoa mais importante para mim", disse D'Ayn. "Ela sempre dizia que eu poderia fazer qualquer coisa se eu me dedicasse."

Infelizmente, D'Ayn enfrentou alguns desafios no seu caminho para obter o seu diploma de enfermagem. Vida tomou um rumo trágico quando ela tinha 14 anos. A sua família envolveu-se em um acidente de carro e ela perdeu a irmã de 12 anos de idade. "Antes do acidente, ela era apenas a minha irmã mais nova, implicávamos uma com a outra como irmãs fazem," disse D'Ayn. "Mais tarde, aprendi através de outras pessoas que ela realmente era. Ela era gentil e caridosa, e eu decidi que era o que eu gostaria de fazer na vida — cuidar das pessoas. "

Após terminar o segundo grau, D'Ayn foi para o Fort Lewis College em Durango, Colorado, para estudar para ser professora primária. Naquele mesmo ano, sua mãe foi diagnosticada com câncer de mama, o que forçou D'Ayn a se transferir para a Universidade do Novo México, em Albuquerque, para estar mais perto de sua família. Seu pai se aposentou para cuidar da esposa, e infelizmente, a faculdade tornou-se inviável. "Foi muito coisa, então eu voltei para casa para trabalhar e contribuir para renda da família e ajudar também cuidados para a minha mãe," explicou D'Ayn.

Enquanto ela estava trabalhando, D'Ayn decidiu entrar num curso de auxiliar de enfermagem na Navajo Technical University. "Ao mesmo tempo que eu conclui aquele curso, a Universidade abriu um programa de nível superior de enfermagem, então eu me candidatei ao programa," disse ela. "Fui aceita, trabalhei muito e finalmente me formei no ano passado."

D'Ayn está agora trabalhando no San Juan Regional Medical Center, em Farmington. O centro fica localizado na fronteira de uma reserva indígena, e portanto, atende muitos pacientes das nações indígenas. D'Ayn diz que a experiência de cuidar da sua mãe, uma sobrevivente de câncer de mama, a ajudou a entender melhor o que os pacientes e suas famílias estão passando. Ela também tem uma conexão especial com muitos dos pacientes da nação Navajo. "Posso falar com meus pacientes em Navajo, e isso é algo que eles gostam," disse ela.

D'Ayn diz que o programa Diversidade Acadêmica foi um grande apoio durante o percurso da sua carreira. "Sem o apoio financeiro deste programa, eu provavelmente ainda estaria lutando para conseguir dinheiro para terminar o curso enfermagem," disse ela. "E os fóruns da United Health Foundation permitiram me conectar com muitas pessoas jovens incríveis de todo o país. Todos querem fazer a diferença, como eu faço, e é tão gratificante colaborar uns com os outros e compartilhar ideias sobre como podemos melhorar nossas comunidades." D'Ayn recebeu uma bolsa de estudos durante os anos de 2011, 2012 e 2013 através de uma parceria entre a United Health Foundation e o American Indian College Fund.

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Perfil da Iniciativa de Diversidade Acadêmica – Evelyn Ambush

Uma curiosidade precoce sobre o curso de farmácia e um sonho para estudá-lo nos Estados Unidos levou Evelyn a sonhar com a carreira de farmacêutica ambulatorial.

Evelyn Ambush se interessou pela carreira de farmacêutica muito jovem. "Em Lagos, na Nigéria, onde eu cresci, os meus pais faziam uma mistura de ervas sempre que ficávamos doentes," disse ela. "Eles iam para a floresta e sabiam quais ervas deviam selecionar para cada doença. "Depois, eles as cozinhavam e, em seguida, nos davam de beber, e nos sentíamos melhor".

Quando Evelyn tinha apenas 10 anos de idade, seus pais se mandaram para viver com seu tio, um farmacêutico que vivia em Ondo, na Nigéria. "Depois da escola, eu me sentava e o observava trabalhar, muitas pessoas o procuravam para comprar medicamentos," ela se lembrava. "Todos diziam: 'Muito obrigado — agora eu me sinto muito melhor.' Eu sabia que eu queria ajudar as pessoas da mesma forma como meu tio fazia."

Evelyn sempre sonhou em fazer a faculdade nos Estados Unidos. "Eu tinha um mapa dos Estados Unidos no meu quarto, e eu sempre me imaginava lá," disse ela. Depois que completou o segundo grau, ela deixou a Nigéria em 1984, para se unir a um amigo em Chicago. Seu plano era de estudar em um Community College para completar os cursos de requisitos básicos antes de iniciar os estudos da área farmacêutica. Contudo, em breve ela receberia uma chamada telefônica da Nigéria com notícias trágicas: Seu pai havia falecido devido a um derrame.

"O derrame foi uma complicação de diabetes," disse Evelyn. "O falecimento do meu pai pôs fim aos meus estudos, pois eu precisava trabalhar para ajudar a sustentar a minha mãe e irmãos." Evelyn odiava o clima frio de Chicago, portanto ela se mudou para Houston, Texas e conseguiu um emprego em uma das farmácias da rede Eckerd.

Ela trabalhou na farmácia por vários anos, sustentando sua família enquanto seus irmãos cresciam até a idade adulta. Em 1996, sua mãe mudou-se para os EUA para se juntar à Evelyn. E em 2009, Evelyn decidiu que ela finalmente poderia voltar à escola para fazer o curso de farmácia. Evelyn graduou-se com honras em dois programas, de química e ciências de saúde com especialização em terapia respiratória pelo Perimeter College – Georgia State University. Ela mais tarde se candidatou e foi aceita pela Faculdade de Farmácia da Xavier University, em Nova Orleans.

Depois de tantos anos, Evelyn está emocionado ao, finalmente, graduar-se em 2016 com farmacêutica. Enquanto estudava na Xavier, ela se dedicou especialmente à pesquisa para tratamento de diabetes e fez seu estágio no Children's Hospital de New Orleans. Seu plano é continuar seus estudos com uma pós-graduação em programas de residência na área farmacêutica ambulatorial, o que lhe permitiria trabalhar com pacientes como parte de uma equipa clínica.

Evelyn é profundamente grata à United Health Foundation por ajudá-la a alcançar o objetivo mais importante da sua vida, que há muito estava adiado. "O meu sonho era me tornar uma farmacêutica," disse ela. "Eu digo às pessoas que quando Deus nos dá um sonho, este sonho nos persegue, mesmo quando não o estamos perseguindo. E eu conquistei o meu sonho!" Evelyn recebeu uma bolsa de estudos durante os anos de 2014 e 2015 através de uma parceria entre a United Health Foundation e o United Negro College Fund.

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Perfil da Iniciativa de Diversidade Acadêmica – Felicia Andrew

Levando os profissionais de saúde para um futuro global, Felicia está trabalhando para levar suas habilidades de enfermeira para o seu lar em Palau.

Felicia Andrew diz que está acostumada a explicar onde o seu país natal fica. "Pouca gente já ouviu falar de Palau," disse ela. "Poucas pessoas conseguem encontrar o meu país no mapa."

Localizado no oeste do Oceano Pacífico, Palau é um país formado por 250 ilhas e tem uma população de aproximadamente 21.000 pessoas. Felicia cresceu em Koror, a ilha mais populosa, mas se identifica muito com as ilhas periféricas de onde a sua família veio originalmente. Ela cresceu falando tobian e sonsorolese, "mas na escola eu sempre falei inglês e palauense," disse ela.

Quando Felicia se matriculou na Universidade do Havaí em Hilo, ela se tornou a primeira estudante universitária da sua família — um grande passo para ela. Seu voo para o Havaí foi a primeira vez que saiu de Palau — e foi a primeira vez que ela viajou em um avião.

Um programa de orientação especial para estudantes nativos das ilhas do Pacífico ajudou Felicia a começar com o pé direito. "As sessões de orientação nos ajudaram a entender o que era esperado de nós, como gerenciar nosso tempo, como conseguir ajuda financeira e muito mais," disse ela. "O programa contribuiu muito para eu me se sentir confiante no primeiro dia de aula."

A decisão de Felicia de se inscrever no programa de preparatório de enfermagem aconteceu por causa de uma experiência enquanto estava no segundo grau escolar. "A minha escola tinha um programa para ajudar os estudantes a ganhar experiência de trabalho, então eu escolhi trabalhar como um auxiliar de enfermagem e fui enviada para um hospital. Eu amei interagir com os pacientes, aprender termos médicos e usar os equipamentos médicos."

Felicia sempre esteve ativamente envolvida com educação de saúde e bem-estar na sua universidade. Ela é uma estudante educadora de saúde do programa de saúde e bem-estar da universidade, e trabalha para aumentar a conscientização sobre questões de saúde mental como abuso de álcool, abuso sexual, depressão e suicídio. "Os nativos das ilhas do Pacífico, têm muito receio de pedir ajuda," disse ela. "Digo às pessoas que o aconselhamento é importante e não há vergonha em procurar ajuda para os seus problemas pessoais."

Participar do programa de Diversidade acadêmica ajudou Felicia a acreditar mais em si mesma e a trabalhar duro para atingir os seus objetivos. A experiência que vivenciou no Congresso Anual de Educação de Nível Superior da APIASF a inspirou profundamente. "Eu estava muito feliz por poder ir a Washington, D.C. e por conversar com os alunos que tinham vindo para a América para estudar, assim como eu," disse ela. "Eu podia entender os sentimentos de todos e isso me ajudou, me inspirou e me motivou."

Apesar das aulas muito difíceis, Felicia está empenhada em atingir o seu objetivo de obter seu o diploma de enfermagem e voltar para Palau. "Acho que o mundo precisa de mais enfermeiras," disse ela.

Alexa recebeu uma bolsa de estudos em 2014 através de uma parceria entre a United Health Foundation e o Pacific Islander American Scholarship Fund.

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Perfil da Iniciativa de Diversidade Acadêmica – Kenji Taylor

Crescer em uma família afro-americana-japonesa, permitiu a Kenji Taylor entender o que são diferenças culturais. Apresentamos-lhes o residente em medicina de família e bolsista da Iniciativa de Diversidade Acadêmica que é "totalmente engajado com a comunidade."

Desde muito jovem, Kenji Taylor estava ciente das diferenças culturais. Crescer em uma família com apenas um dos pais, afro-americano-japonês, Kenji teve muita dificuldade para se encaixar socialmente em Meadville, Pensilvânia, onde foi criado. "Não havia outros japoneses na vizinhança, portanto nos encaixávamos mais na comunidade afro-americana, mas não totalmente," disse Kenji. "Não havia outras pessoas que pudessem servir de modelo para nós."

Sua vida mudou dramaticamente quando Kenji ganhou uma bolsa de estudos integral para a Brown University. "Foi uma mudança muito grande," disse Kenji. "A universidade era muito diversificada cultural e socioeconomicamente, foi um choque cultural completo". Ele decidiu se matricular em dois cursos, de Neurociência e Estudos do Leste Asiático, assim ele poderia perseguir seus interesses pela cultura japonesa e medicina.

Durante seu primeiro ano, Kenji estudou em Tóquio. No Japão, ele ficou surpreso ao ver como minorias étnicas no Japão não tinham acesso a serviços sociais básicos, especialmente cuidados de saúde. Ele também descobriu um interesse no negócio. "Eu trabalhei na Câmara de Comércio dos EUA e percebi que ser bicultural e bilíngue era uma vantagem que eu não havia compreendido inteiramente," disse ele. Quando voltou para a Brown University, ele ficou mais um ano (quinto ano) cursando um mestrado em Engenharia de Gestão da Inovação e Empreendedorismo.

Depois de se formar, Kenji iniciou um programa de treinamento gerencial com empresas do The Capital Group, trabalhando em Los Angeles, Londres e Tóquio. Enquanto vivia em L.A., Kenji teve uma experiência que o convenceu a estudar medicina. "Trabalhei como voluntário na Clínica Romero, uma clínica médica que atende imigrantes mexicanos na zona leste de L.A.," disse ele. "Percebi que como médico, eu poderia usar a ciência para ajudar as pessoas de diferentes origens e usar minha experiência empresarial para melhorar o nível de saúde da população."

Kenji matriculou-se na Perelman School of Medicine, da Universidade da Pensilvânia. Enquanto estudava na Pensilvânia, ele gerenciou o programa Cut Hypertension, em que os estudantes de medicina visitavam barbearias afro-americanas para fazer medições de pressão arterial. Este programa tinha um significado especial para Kenji, pois o pai dele, que era afro-americano, morreu de ataque cardíaco em 2008 sem seguro médico e de cuidados regulares. "Uma visita a uma barbearia é uma ótima maneira de iniciar uma conversa sobre hipertensão, e também mostrar aos homens afro-americanos que eles podem confiar nas suas relações com os prestadores de serviços médicos," disse ele.

Kenji está agora fazendo sua residência em medicina de família na Universidade da Califórnia, em San Francisco no San Francisco General Hospital. "Em medicina de família, você trabalha com todos os aspectos da saúde: partos, tratamento de crianças, ajudando as pessoas idosas," disse ele. "Você se integra muito à Comunidade."

Kenji diz que a Iniciativa de Diversidade Acadêmica tem sido uma grande ajuda para ele atingir seus objetivos. "O apoio financeiro é muito importante, bem como são as oportunidades de orientação", disse ele. "Ter pessoas que te inspiram e acreditam na sua capacidade de fazer grandes coisas é algo muito importante." Kenji recebeu uma bolsa de estudos durante os anos de 2014 e 2015 através de uma parceria entre a United Health Foundation e a National Medical Fellowships.

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Perfil da Iniciativa de Diversidade Acadêmica – Ray Hill

Durante toda a sua vida, a música influenciou as escolhas acadêmicas e de carreira do estudante no Morehouse, Ray Hill. A United Health Foundation aguarda com expectativa o show que será apresentado por este bolsista da Iniciativa de Diversidade Acadêmica.

Para Ray Hill, a música despertou o seu interesse pela saúde e bem-estar. Nascido e criado em Decatur, Georgia, Ray nasceu em uma família com uma paixão pela música. Seu pai toca saxofone. "O jazz e R&B antigo que eu ouvia em casa me cativavam, como por exemplo: The Temptations, The Isley Brothers, Atlantic Starr e The Commodores," disse ele.

Ray se contagiou pela tradição da família ainda jovem, começou com piano e em seguida, aprendeu a tocar o saxofone alto e o eufônio. Durante o segundo grau, ele tocou na orquestra e nas bandas da escola e também tocava na igreja e em casamentos. Depois de passar dois anos no Georgia Perimeter College, o talento musical de Ray o ajudou a ganhar uma bolsa para tocar na banda para o Morehouse College.

No Morehouse, Ray tocou eufônio na legendária banda marcial Hose of Funk. "Foi muito divertido," disse ele. "No início foi realmente um desafio, viajar para fora do estado todo fim de semana para tocar e depois ter que comparecer às aulas bem cedo na segunda-feira, mas isso me ajudou a ser disciplinado com o meu tempo, fazia as lições de casa na estrada e nos hotéis".

A música também influenciou os interesses acadêmicos de Ray, levando-o a explorar a conexão entre música e psicologia. No Georgia Perimeter, ele pesquisou se ouvir jazz enquanto estudava ajudava os estudantes a atingir um melhor desempenho em seus exames finais (ajudava sim). No Morehouse, seus interesses se expandiram para problemas de saúde mental maiores.

Uma coisa que Ray observou no Morehouse foi que os alunos muitas vezes não conseguiam se expressar quando precisam de mais ajuda na área de saúde mental. "Eu gostaria de ajudar a aumentar a conscientização sobre saúde mental em geral para que as pessoas possam entender melhor como isso afeta a saúde e o bem-estar geral", disse ele.

Depois de se formar no Morehouse, na primavera de 2016, Ray pretende prosseguir com um doutorado em psicologia. "Estou interessado especificamente em pesquisar como diferentes fatores de personalidade influenciam como as pessoas reagem às políticas do governo", disse ele. "A minha meta é entender como podemos moldar a política de saúde e bem-estar para ter sucesso com grupos demográficos diferente."

Ray disse que ter feito parte do programa de Diversidade Acadêmica foi uma grande inspiração para ele. "Deu-me muita confiança para explorar oportunidades na área da saúde," disse ele. "O Fórum de Diversidade Acadêmica foi muito importante para mim, pois me permitiu fazer conexões com outros alunos e mentores. Foi uma experiência fenomenal." Ray recebeu uma bolsa de estudos durante o ano de 2013 através de uma parceria entre a United Health Foundation e a Congressional Black Caucus Foundation, Inc.

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Perfil da Iniciativa de Diversidade Acadêmica – Sainfer Aliyu

Prestes a completar 3 cursos de nível superior na área de enfermagem: bacharelado em enfermagem, dois cursos de mestrados e um de doutorado. Conheça esta aluna tão motivada: Sainfer Aliyu.

Ela cresceu na zona rural da Jamaica e mais tarde veio estudar em Nova York, Sainfer Aliyu percorreu uma longa estrada — literalmente e figurativamente.

"Vivíamos em uma região pobre da zona rural jamaicana", disse Sainfer. "Meu pai era um motorista de táxi, minha mãe era uma dona de casa. Eu sou a segunda de sete filhas, todas meninas." Todas as manhãs, Sainfer e suas seis irmãs andavam 3 milhas até a escola: "Fazíamos os nossos deveres domésticos e depois fazíamos a nossa jornada."

Embora nenhum dos pais de Sainfer tenha completado o segundo grau, a educação era a maior prioridade no seu lar. "Se meu pai tivesse apenas um centavo sobrando, ele usaria para nos enviar para a escola", disse ela. Depois da escola primária, Sainfer fez o segundo grau em uma escola pública. Como as escolas de segundo grau públicas na Jamaica geralmente não são gratuitas, este foi um desafio financeiro para a nossa família. "Tínhamos muitos animais — cabras, porcos, vacas, ovelhas — a minha mãe vendia um animal ocasionalmente para pagar as mensalidades da escola. Algumas vezes, meu pai precisou pedir mais tempo à escola para poder pagar. Foi uma luta dura para eles."

As matérias favoritas de Sainfer na escola eram matemática e ciência, e depois que se formou em 1998, ela começou a trabalhar para o Banco da Nova Escócia, na Jamaica. Era um bom emprego, mas ela sonhava em ser uma enfermeira. Ela economizou o dinheiro que ganhava e veio para os Estados Unidos em 2001 para estudar enfermagem na Adelphi University, em Long Island, em Nova York.

Foi quando a vida se tornou muito difícil. "Foi um dos momentos mais difíceis da minha vida", recorda-se Sainfer. "Descobri que não podia ir à escola porque não tinha dinheiro suficiente."

Sainfer conseguiu arranjar trabalho em um restaurante e encontrou um lugar para viver. Depois de trabalhar arduamente e poupar seu dinheiro, ela conseguiu iniciar o curso de enfermagem na Adelphi. Ela se matriculou no máximo de aulas que pôde, completou todos os semestre entre os melhores alunos e se formou com honras em 2005. Ela foi imediatamente contratada pelo Stony Brook University Hospital. "Minha situação financeira ficou muito melhor, e eu conseguia enviar dinheiro para casa para ajudar com as faculdades das minhas três irmãs," disse ela.

No entanto, Sainfer não estava pronta para se acomodar. Enquanto trabalhava no Stony Brook, ela fez dois mestrados: um em Educação e um Política e Gestão de Saúde e recebeu a honra mais alta da sua turma: um certificado de excelência. Ela deu a luz uma menina em 2007. Ela foi nomeada a Enfermeira do ano do Pronto-Socorro no Stony Brook, em 2011. E em 2014, ela começou um curso de doutorado na Universidade de Columbia, onde ela atualmente estuda os fatores de risco e consequências de infecções na corrente sanguínea, especialmente entre os residentes de asilos que recebem cuidados de longo prazo. Ela também trabalha como professora adjunta na Faculdade de Enfermagem e Saúde Pública da Adelphi University.

Como ela conseguiu fazer tudo isso? Em parte devido ao desejo de contribuir com a sociedade. "Lembro-me do grande impacto que as enfermeiras tinham na Jamaica. Elas visitavam as comunidades para cuidar dos mais pobres," disse ela. "Eu sempre pensei que enfermagem me daria a oportunidade de ajudar as pessoas nos momentos mais vulneráveis de suas vidas." Além disso, diz Sainfer, "A minha fé me dá forças. Acredito que a minha fé deve estar acima de todas as coisas.

Sainfer diz que foi a jornada da sua vida tem sido surpreendente. "Ninguém jamais teria imaginado que eu chegaria onde estou neste momento," disse ela. "Sou muito grata à United Health Foundation por ter tornado o meu sonho possível. Esta Fundação oferece muitos recursos, incluindo conferências e seminários. São os benefícios que não têm preço".

Sainfer recebeu uma bolsa de estudos em 2014 para ajudar os seus estudos de enfermagem através de uma parceria entre a United Health Foundation e o programa Estudantes de Enfermagem do Futuro da Robert Wood Johnson Foundation (RWJF). A United Health Foundation foi uma das primeiras instituições a investir nesta iniciativa financiada por vários patrocinadores com a RWJF .

Parceiros na concessão de bolsas

A Iniciativa de Diversidade Acadêmica tem parcerias com nove organizações sem fins lucrativos e cívicas para oferecer bolsas de estudos para estudantes de nível de graduação, pós-graduação e doutorado em todo o país.

Desde 2007, a United Health Foundation já concedeu:
$16 milhões
para financiar
2.069
bolsas de estudo